quinta-feira, 9 de dezembro de 2010



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Uma carta de uma musa ao seu poeta-


Caro senhor, não pude mais permanecer ao seu lado. Algo me amedrontava, me tirava o ar, e eu só era luz.
Em um eclipse essa luz se tornou carne, sentiu vários sabores e texturas. Me sinto confusa, por tê-lo deixado sem um único adeus, mas eu precisava sentir o que você sente. A cada verso seu que eu lia, me crescia uma inveja, uma vontade de saber como é. 
Aposto que você sentiu que eu fazia parte de você, e que ao me perder, perderia também sua alma, seu coração; mas isso não é verdade. Você é especial, tem uma alma, tem luz própria e nunca estará incompleto.

Me desculpe por não iluminá-lo mais.

3 comentários:

Má Midlej disse...

Que bonito ver as coisas pelo lado de lá... interesante. gostei. :D

Jυℓyαnα ツ disse...

Muito lindo.
A forma como você colocou a perspectiva da inspiração como uma forma viva coube muito bem ;)
Parabéns!
Já estou seguindo e esperando novos posts ^.^




;*

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Um dos piores erros que uma pessoa pode cometer é passar a depender completamente da luz de outrem.

Todos temos uma luz própria, mas se não nos afastarmos, ainda que por um instante, de outras estrelas maiores, podemos passar a vida inteira sem descobrir isso.

Gostei do teu blog, estou seguindo*

 
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